sexta-feira, janeiro 10, 2014

Vizinhos com Alma Dezembro 2013

Caros Vizinhos com Alma,

Terminámos o 1º ano deste movimento que conseguiu angariar durante todo o ano o montante de 30.888 produtos, que vieram proporcionar a minimização de carência de muitas das famílias que o Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos apoia.
Depois das festas recentemente terminadas, nada melhor que podermos estar agradecidos pela grande prenda que nos proporcionaram.
Nem o aumento de trabalho nos cansou. Fizemo-lo sempre com um sorriso, por termos a certeza que aquilo que estávamos a proporcionar provocaria outros sorrisos.
Todos devemos estar satisfeitos, descansados, animados, rejubilantes pela Boa Ação conseguida, uma Boa Ação coletiva.
Sabemos que talvez possamos fazer um pouco mais durante o ano de 2014 e é nesse sentido que acreditamos todos nos empenhemos para que tal aconteça.
Esperando, finalmente que todos vós tenham tido umas Festas Felizes, aqui vos deixamos os habituais números dos produtos conseguidos no mês de Dezembro e o desenvolvimento do ano de 2013.
Com as melhores saudações de solidariedade.

Coordenador Voluntário dos Vizinhos com Alma
Victor Santos

Produtos mais necessários para Janeiro de 2014:

  • Cereais
  • Ovos
  • Manteiga
  • Queijo
  • Polpa de tomate (Embalagens de 200ml)
  • Produtos de  higiene (Adulto e Criança - Shampoo; Gel de Banho; Pasta de dentes, Fraldas nº 4 e 5, Cremes para bébé, etc...)

Aguardamos os Vossos donativos.

sexta-feira, dezembro 06, 2013

Exibição do filme “Quem se importa?”

No dia 20 de Novembro, fizemos o convite para a exibição do documentário “Quem se
importa?” no salão Polivalente, pelas 14h30, com a presença de Rita Megre do IES.
Este premiado documentário, realizado por Mara Mourão, junta dezoito dos maiores líderes sociais do planeta, mostrando os seus trabalhos e projectos sociais, e desbravando um pouco a noção do que é ser um Empreendedor Social.

Para além da presença de muitos voluntários do Centro Comunitário, contámos também com a presença de muitos seniores e de alguns dos nossos colaboradores.

Após o visionamento do documentário, houve também um período de troca e partilha de opiniões acerca do filme, no qual foi possível ouvir vários testemunhos de quem assistiu. Para Rita Megre “Este é um filme denso, cheio de informações e é importante partilharmos as nossas experiências após termos visto o filme. O filme fala muito do que é que nós estamos aqui a fazer para além do óbvio, explorar um mundo de impossibilidades”.

Um dos tópicos referidos no filme, prende-se com a questão “do que é ser um empreendedor social?” Muitos voluntários da nossa plateia conseguiram relacionar-se perfeitamente com esta dúvida. Rita Megre ajudou, então, a desmistificar um pouco a noção de que um empreendedor social tem que ser um super-homem ou uma supermulher: “Um empreendedor social é aquele que consegue mudar a vida de alguém…mesmo que seja a vida de apenas uma pessoa. Basta tocar a vida de alguém”. 

Para Piedade Figueiredo, o documentário acaba por ser “uma conscientização” e destaca a importância “de no voluntariado, a ajuda ser mútua”. Laura Lacerda aponta exactamente o facto de “surgir um novo sentido na vida, mas das duas partes”.

Para Rowena Bocarro, o documentário também ajudou a “perceber que existe uma grande variedade de possibilidades, mas é fundamental seguirmos a nossa coerência e definirmos bem o nosso próprio alinhamento, para conseguirmos ajudar o próximo”.

Esta iniciativa do CCPC, para além de divulgar este documentário, promoveu também o convívio e a partilha de experiências acerca do voluntariado.

sexta-feira, novembro 08, 2013

Passeio Sénior: Autocarro Anfíbio - conhecer Lisboa com um SPLASH!


A premissa da empresa HIPPOtrip é no mínimo intrigante: explorar alguns dos pontos turísticos mais importantes de Lisboa, por Terra e por Mar.
Com partida na Doca de Santo Amaro (Docas, em Alcântara), é prometida uma viagem cheia de surpresas, num circuito de aproximadamente 90 minutos. O que diferencia este circuito de muitos outros, é o facto de os últimos 30 minutos serem feitos num percurso marítimo. 

No dia 1 de Novembro, exactamente às 10h30, teve início a grande aventura dos nossos séniores. O primeiro destino foi a Praça do Comércio, seguido do Marquês do Pombal, Jardim da Estrela, Museu da Electricidade, Mosteiro dos Jerónimos e Doca do Bom Sucesso. Em cada um destes pontos, foi contada uma história divertida acerca do local. “Pesquisamos muitas histórias engraçadas sobre os monumentos e outros locais, menos conhecidas”, diz Catarina Tomé, da empresa HIPPOtrip. Foram também dados certos avisos de segurança, procedimentos a ter em conta tanto em terra, como no mar. 

A interacção entre os animadores e o grupo foi fundamental para o clima de descontracção e boa disposição que se instalou. Para Fernando Silva este foi um dos passeios organizados pelo Centro que mais gostou: “trabalhei aqui na zona do Terreiro do Paço cerca de 40 anos, mas fiquei surpreendido por me darem a conhecer factos históricos que eu nunca tinha ouvido!” 

Chegando à Doca do Bom Sucesso, a expectativa era elevada: chegara o momento mais esperado, o passeio marítimo, chamado pelos animadores como o momento do grande SPLASH! Nesta meia hora de passeio, o animado grupo passou pelo Padrão dos Descobrimentos, pela Torre de Belém, pela Torre VTS e também pelo Centro Náutico de Algés. O grupo aproveitou para conviver e para tirar fotografias, enquanto ouvia as histórias divertidas dos animadores.
Depois do almoço, o grupo aproveitou também para visitar o Museu da Marinha.
Este passeio foi uma verdadeira aventura, teve uma óptima adesão e a opinião é unânime: é uma experiência para repetir.

Formação para voluntários sobre atendimento e técnicas de venda


No dia 7 de Novembro organizamos no Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos uma formação para voluntários sobre atendimento e técnicas de venda.

A formação foi dinamizada pela Bianca Mendonça (formadora voluntária). As formandas salientaram a parte dinâmica e prática da formação, destacando a expressividade da formadora, como algo fundamental para que “nem dessem pelo tempo passar”. 

Esta formação teve como objectivo aprofundar conceitos e ferramentas de atendimento ao público e técnica de vendas para ajudar os voluntários na sua acção. Segundo a formadora, “houve uma óptima adesão e conseguimos reunir um grupo muito participativo, que contribuiu com muitas sugestões e boas ideias”.

Para Carmo Rebelo, “estas formações acabam por ajudar profissionalmente e também em diversas áreas das nossas vidas”.
Já para a Liliana Tavares, esta é a primeira formação em que participa e não poupa elogios à formadora e à iniciativa: “esta formação tem uma componente prática que facilita muito a nossa aprendizagem!”.


Apesar de muitas já se conhecerem, esta formação ajudou a estabelecer também novos contactos. “Somos todas voluntárias e algumas já nos conhecemos de várias lojas, mas também ficamos a conhecer novas colegas e tivemos a oportunidade de criar novos laços, para além de toda a aprendizagem”, indicou Carmo. 

Esta formação ajudou fundamentalmente a lidar com a abordagem ao cliente, a desenvolver ferramentas para aquilo que pode ser melhorado e trabalhado e também a lidar com situações mais difíceis com que se possam deparar.

quarta-feira, outubro 09, 2013

Um ano de Creche. Como Foi?


O desafio foi feito: a comunidade pedia uma creche e o Centro Comunitário
respondeu. Passado um ano, a Creche do CCPC conseguiu ser apaziguadora desse difícil processo pelo qual todos os pais passam: separar-se dos filhos nos primeiros meses de vida. E assim se passou um ano. Um ano cheio de crianças novas, com uma equipa nova e desafios novos.

Superar desafios

“Foi um verdadeiro desafio”, lembrou Conceição Gomes, a educadora que iniciou a turma de finalistas. São, como gosta de ser chamada, teve a árdua tarefa de iniciar o ano com crianças já com dois anos. Sendo a creche até aos três, estas crianças foram logo finalistas no primeiro ano de creche. “É sempre difícil deixarmos algo que gostamos muito. Foram meninos pelos quais me deixei apaixonar e dei o meu melhor”, lembra a educadora.

Para o Centro Comunitário foi começar um projecto totalmente novo com uma faixa etária com a qual nunca tinha lidado. “Esta Creche, inserida no Centro Comunitário, faz todo o sentido, dando assim resposta às necessidades das famílias, numa área que não existia”, salientou São.~

São Gomes


Espaço novo

Diana Silva, também educadora, já desde muito nova que acompanhava o trabalho do Centro. Formada em Educação de Infância, começou como  voluntária, passou a auxiliar, e com o seu trabalho conseguiu a sua nova turma como Educadora neste segundo ano de creche. “Quando entrei e conheci o novo espaço, senti-me um pouco nostálgica pois era aqui que
se encontrava o antigo salão onde fiz ballet com 5 anos e onde se faziam os encontros com jovens dos Grupos de Vida ou do Campo de Férias Kandandu”, relembra.

Pais, educadoras, auxiliares e voluntárias admitem que o desafio de lançar uma creche totalmente nova não é fácil, mas “quando colocamos amor no que fazemos tudo acontece por si”, admite Conceição Gomes. 
Diana Silva diz que o mais importante do ano que passou foi mesmo a evolução das crianças: “vê-las entrar tão pequenas e irem crescendo e ficando cada vez mais autónomas gera um grande sentimento de alegria e orgulho”. Mas não são apenas as crianças que evoluem: “com eles cresci, também porque aprendi imenso sobre como lidar com mudanças e percebi como as
pessoas, por mais pequenas que sejam em tamanho, conseguem ser resilientes e fortes!”. 

Diana Silva


Pais satisfeitos

Se a equipa de trabalho ficou contente com o ano que passou, ainda mais ficaram os pais que aderiram a este desafio. Rita Cunha, a diretora adjunta e coordenadora da Creche, diz que, “ambiente familiar e de proximidade com os pais” foi o principal ponto de apoio entre pais e equipa. “Os pais diziam que o mais complicado nesta fase era deixar os filhos nas mãos de desconhecidos. E nas reuniões de avaliação disseram todos que isso não custou nada porque sentiam a confiança e a proximidade”.

O ÁGORA falou com alguns pais e pôde perceber o que fez a diferença nesta creche: “A relação estabelecida entre as crianças, a relação que se estabelece
com os pais, a sintonia sempre presente e a evolução das crianças ao longo do ano são alguns dos pontos que me ajudaram na escolha desta creche.”, afirmou a mãe de uma das crianças finalistas.

Outra mãe salientou, ainda, o facto de esta creche estar integrada “num local agradável, com uma boa equipa de trabalho e integrada na comunidade”.

Creche certificada

O mais importante nesta nova creche, no próximo ano letivo, será a inserção desta valência na Certificação de Qualidade. “Já estão a ser implementados todos os procedimentos necessários”, afirma Rita Cunha. Em Novembro
o CCPC passará por uma auditoria e a Creche tornar-se-à numa outra valência do Centro com um selo de qualidade, o que dará ainda mais confiança aos pais que apostaram nesta creche, ainda bastante recente.

Diana Silva salienta que esta preocupação com a Certificação de Qualidade “demonstra que o CCPC está focado em garantir às famílias, sejam de que classe social forem, que as suas crianças recebem os melhores cuidados de segurança, higiene, alimentação e educação, com profissionais competentes e aptos para lhes darem tudo isso, e muito mais, principalmente, amor”.

Uma equipa vencedora

Rita Cunha relembrou que, em termos financeiros, não foi muito fácil lançar a Creche, sendo uma valência que envolve alguns gastos. Mas conseguiu-se manter a qualidade e obter níveis de satisfação de 82,2%. A diretora adjunta ressalva, ainda, que o fator mais importante para o Centro Comunitário ter conseguido superar tao bem este desafio foi a equipa experiente que todos os dias cuida das crianças nas diversas salas do novo edifício.

São Gomes comprova, e considera que a equipa “foi capaz de dar uma resposta positiva ao desafio que foi lançado e isso está provado no feedback de todos os pais e da nossa lista de espera”.

Também foi determinante a experiência, conhecimento e dedicação da voluntária Zulmira Penaforte Costa, que desde o primeiro momento deu a sua colaboaração na montagem da Creche.

O número de salas aumentou, e a equipa também. Diana Silva ficou como educadora na sua turma. “Deram-me o voto de confiança para seguir o grupo
de crianças com que estava, mas agora com o papel e responsabilidade de Educadora. E estou a gostar bastante de construir esta nova sala, a Sala Mar, onde prevalece, por coincidência, a minha cor preferida, o verde. Verde de esperança para um novo ano cheio de trabalho, dedicação, afetos, alegrias e sucesso!”.

Este artigo foi feito logo no início do ano letivo, pelo que o ÁGORA não conseguiu falar com toda a equipa da Creche. Mas agradece a colaboração e a dedicação de todas!

Educadoras: Ana Ribeiro (coordenadora pedagógica), Joana Gomes (de licença de maternidade, sendo substituída por Carmo Paes), Conceição Gomes e Diana Silva

Auxiliares de Educação: Ana Augusto, Ana Lima, Ângela Veloso, Catarina Lacerda, Catarina Silva, Joaquina Coelho, Mónica César, Patrícia Simões, Vânia Cristóvão.

Susana Teodoro

quinta-feira, outubro 03, 2013

Sempre “Porta Aberta”

Todos os anos, o cenário do Centro muda no verão e todos os anos funcionários, colabores, utentes veem os pequenos “pulos” das crianças
que por aqui passam. Vemo-las crescer. Desde pequeninos com os bonezinhos amarelos até ao honroso boné azul de “crescido”,
e finalmente a ultima etapa de monitor ou animador.



Fator “X”
Mas o que os faz vir anos a fio? Sem praia nem piscina, o que mantém estas crianças felizes entre estes muros cor-de-rosa do Centro Comunitário, todos os verões? O que os faz dizer aos pais, todos os anos sem hesitar, que querem ir para a Porta Aberta? O ÁGORA foi tentar saber qual é o fator “X” que a Porta Aberta oferece.

Rebeca Esberard está na Porta Aberta desde os 6 anos. Passou pelo boné amarelo, verde, vermelho e azul. Hoje é monitora e ainda usa um boné. Mas
o laranja, que já indica maturidade e responsabilidade. Diz que veio todos os anos porque gostava dos amigos que tinha cá e da amizade que tinha com certos monitores. “Sabia que os amigos que tinha feito no verão passado estavam cá no ano a seguir”, relembra.

“Todos de forma igual”
Filipa Rodrigues, também monitora, diz que gostou imenso quando participou na Porta Aberta e que tenta passar isso aos que estão cá agora. “O ambiente é fantástico, as pessoas dão-se muito bem e, acima de tudo, as crianças gostam”, afirma. E porquê? Filipa tem uma opinião muito vincada sobre isso: “Mesmo que existam diferenças sociais, nós aqui colocamos isso
tudo de parte e tratamos todos de forma igual. Não se notam diferenças e é um espírito que não existe em muitos sítios. Já passei por alguns ATL e não há mesmo como este. Aqui toda a gente fala com toda a gente. Isso ajuda os mais velhos e os mais novos no seu desenvolvimento pessoal. Nos outros sítios as idades são bem definidas e não se misturam”.

Filipa Rodrigues

Com 16 anos, Filipa começou cá nos “verdinhos” e foi até aos “azuis”. Interrompeu um ano e foi logo no ano a seguir monitora voluntária. Lembra-se que o tempo passava sem dar conta: “nós entrávamos cá de manhã e
quando dávamos por nós já estávamos a almoçar e depois era um saltinho até à tarde. Eu passava cá um mês e meio, dois meses e… passava sempre muito rápido”.

Uma verdadeira casa
Sara Silva não participou “como criança” mas está há 6 anos como monitora e há um ano como animadora. “Para mim o que me faz voltar são os miúdos”,
diz sem hesitar. E com a mesma determinação diz que o fator de diferenciação é um “ambiente familiar”. “Aqui eles não são números. Cada um é um e toda a gente se conhece. Voltam todos os anos e todos os anos vemos a sua evolução. Não é um daqueles sítios que ‘quanto mais melhor’. É um ambiente fechado, é um ambiente nosso”.

Sara Silva e Rebeca Esberard

Sara destaca também que acompanhar o crescimento das crianças “É fantástico”: “Este ano, pela primeira vez há miúdos que já são monitores e eu já os acompanhava desde os “verdes”. Olhar para eles e ver que chegaram ao ‘meu’ patamar é qualquer coisa… é muito giro. Faz-lhes bem.”

Quando lhe pedimos para caraterizar a Porta Aberta numa palavra, Sara tem sérias dúvidas: “Se fossem duas era uma ‘segunda casa’, sendo uma… é ‘casa’. Acaba por ser uma casa. Estamos aqui tanto tempo todos os dias, 5 dias por semana… é a casa deles. E nós somos a família”.

Regras e liberdade
Tiago Espírito Santo também já tem 10 anos de Porta Aberta. Tantos que nem se lembra se começou nos “amarelos” ou nos “verdes”. Já é monitor há
cinco anos e diz que o segredo está no ambiente: “criam-se amizades novas”. Mas diz que a principal diferença está na forma de estar dos monitores e crianças: “Acho que somos, de certa forma, liberais, mas temos as regras bem implementadas. As crianças sabem e cumprem as regras, mas podem brincar à vontade delas. Têm alguma independência e gostam disso”.

Tiago Espírito Santo

A independência é também um fator apontado por Natacha Oliveira, mãe do Vasco, um “amarelinho” da Porta Aberta. “Acho que eles estão muito à vontade e são livres de fazer as suas escolhas. Há uma grande variedade
de atividades que não são obrigatórias e, portanto eles podem optar”.

Desde o primeiro minuto na Porta Aberta, Natacha notou logo um entusiasmo diferente no filho: “Em casa, conta-me o dia com pormenores, ensina-me jogos novos, canções…”. A mãe tem uma teoria quanto
à razão de tanto entusiasmo: “acho que ele se vê num espaço que não é habitual e ele próprio fica contente de se saber desenvencilhar. E gosta
de criar novas amizades e de reparar que as consegue criar num espaço que lhe é estranho”.

Mas ainda atira outra possibilidade: “acho que o facto de os monitores serem jovens (ou pelo menos não serem todos só adultos como eles estão habituados na escola) faz com que as crianças os admirem e queiram um dia
estar no lugar deles”.

De “criança” a monitor
É o que acontece com o Tomás, a Ana Sofia e a Patrícia. Todos de boné azul, sabem que têm os dias contados como “criança” na Porta Aberta. Mas todos
querem voltar assim que puderem como monitores. Acima de tudo, consideram a Porta Aberta como bem mais do que um simples ATL: “É um sítio familiar, como se fosse uma segunda casa”, diz Patrícia.

Segunda casa ou não, Natacha Oliveira continua espantada pelo efeito que estas atividades têm no filho: “Ele fica viciado. Passou cá 4 semanas, e no último dia saiu estava triste sem que eu percebesse porquê. Até chorou! Então ainda houve possibilidade de ficar mais uma semana. Eu até queria que ele ficasse uns dias em casa a descansar, fora da rotina de acordar
cedo, mas isso pelos vistos não é problema para ele desde que seja para vir para aqui!”. 

Susana Teodoro

segunda-feira, setembro 30, 2013

segunda-feira, agosto 26, 2013

Precisamos de Material Escolar:

- Canetas de feltro
- Lápis de côr
- Compassos
- Estojos
- Mochilas
- Dossiês A4 lombada larga
- Cadernos de capa preta A4 e A5
- Colas baton e líquidas
- Dicionários de português com o novo acordo ortográ fico
- Resmas de papel
- Folhas pautadas para dossiê
- Papel de lustro

Ajude as nossas crianças a começarem o ano escolar com pé direito!

segunda-feira, agosto 12, 2013

Lisete Fradique: “Voluntariado é um exercício de Cidadania”

Um anjo da guarda. É assim que Joana se refere a Lisete, a voluntária do Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos que ficou de lhe levar o cabaz do banco alimentar de quinze em quinze dias, mas faz muito mais do que isso.

Joana e Lisete

Joana está reformada por invalidez há mais de cinco anos e desde então tem recebido ajuda do Centro Comunitário. Doente e com problemas de mobilidade, não consegue deslocar-se ao Centro para levantar o cabaz de
alimentos a que tem direito.

Lisete está reformada e decidiu dedicar algum do seu tempo ao voluntariado, não porque “precise”, mas porque sente que tem “obrigação”. “É um exercício de cidadania”. Enfermeira de formação, dedicou a vida a ensinar enfermagem e o Centro Comunitário viu nela a pessoa certa para acompanhar Joana.

Mas não o faz sozinha. Lisete é sempre, ou quase sempre, acompanhada pelo marido, Fernando Fradique que também abraçou este projeto de alma e coração.

Lisete e Fernando Fradique

A ideia era entregar-lhe o cabaz em casa, duas vezes por mês, mas na realidade faz muito mais: “Ajuda-me em tudo”, resume Joana. Lisete e o marido, Fernando José, levam Joana às consultas médicas, fazem recados quando ela lhes pede e fazem a leitura do contador de eletricidade (o que é difícil para Joana). Além disso, comprometeram-se a apoiar Joana financeiramente e todos os meses lhe pagam a água e a luz. Mas, acima de tudo, estão lá para ela. Visitam-na, telefonam, conversam.

“Não é estritamente de 15 em 15 dias trazer o cabaz e ‘adeus’. Há uma tentativa de estabelecer uma relação um pouco mais profunda”, admite a voluntária.

Na noite de Natal, por exemplo, Lisete e o marido não tinham consoada em família, por isso jantaram mais cedo, foram à paróquia e decidiram visitar Joana, que estava sozinha.

“Acho que ela gostou e eu fiquei muito contente, senti-me muito bem. Ficámos a conversar com ela, sem dramatismo nenhum, sem lamechice”, conta a voluntária.

Lisete, que diz que “nem merece o título de voluntária” porque o que faz “é pouquíssimo”, admite, no entanto que o seu contributo é positivo: “Eu penso que ela se sente apoiada, sabe que tem aqui uma âncora. (…) Dá-lhe imensa
segurança”.

“Apadrinhamento” de famílias
Lisete é uma de 33 voluntários que entregam cabazes ao domicílio e uma de quatro que aderiu ao programa de apadrinhamento do Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos.

O projeto surgiu no ano passado para responder às necessidades das pessoas com dificuldades de mobilidade, que precisavam que o cabaz lhes fosse entregue em casa.

Mas não só. “Tínhamos também muitos casos de pessoas que nunca tinham passado por esta situação [receber ajuda alimentar] e percebemos que se
sentiam muito constrangidas de vir aqui buscar o cabaz”, conta Marta Pereira, assistente social do Centro.

A entrega ao domicílio pareceu uma boa solução também para estes casos: “É diferente ir alguém ao prédio, que não vai identificado nem vai numa carrinha do Centro”, diz.

O padre António Teixeira, pároco de Carcavelos e presidente da direção do Centro, falou do projeto na missa e cerca de 40 pessoas responderam ao apelo.

Na primeira reunião, em maio, os responsáveis do Centro explicaram aos candidatos a voluntários o que se pretendia, que era apoiar as famílias, mas
também estabelecer uma ponte entre esta rede informal e a instituição.

“E foi aqui que algumas resultaram muito para além da entrega do cabaz. Foi-se estabelecendo uma relação”, sublinha Marta. Alguns voluntários acompanham as famílias se for preciso ir tratar alguma coisa a um serviço, a consultas.

Alguns têm competências específicas e dão explicações aos miúdos, exemplifica a assistente social, explicando que o Centro tenta aproveitar os recursos dos voluntários em função das necessidades específicas das famílias.

Logo em maio, as assistentes sociais aferiram a disponibilidade dos voluntários para um apadrinhamento regular em algumas despesas específicas, mas o projeto não avançou logo.

Ainda assim, alguns voluntários, quando se apercebiam de que o cabaz não estava tão recheado, compravam eles próprios o que faltava e alguns avançaram mesmo para o programa de apadrinhamento.

Neste momento, quatro dos 33 voluntários que fazem entregas de cabazes são já ‘padrinhos’ fixos e outros ajudam esporadicamente. Para Marta Pereira, este projeto está a revelar-se “uma mais-valia”. “Nos casos em que é meramente a entrega do cabaz, facilita muito. Nos outros, em que tem havido um acompanhamento extra, tem sido ótimo”.


Filipa Parreira
Voluntária

segunda-feira, agosto 05, 2013

Experimenta Mais - Voluntariado Jovem

30 jovens a pintar os muros do Centro Comunitário.







Mais fotos aqui.






quarta-feira, julho 10, 2013

Noite de Fados em Dia em Comunidade

7 de julho foi um dia em Comunidade. Paroquianos, Comunidade e Centro Comunitário juntaram-se em celebração: 22 anos de sacerdócio do Pe. António Teixeira seguido de um almoço convívio para angariação de fundos; às 16h acompanhou-se a tomada de posse do novo patriarca de Lisboa no Mosteiro dos Jerónimos e para encerrar este dia especial, uma noite de fados que contou com a presença de jovens fadistas e do já veterano José da Câmara.



Celebração Eucarística no 22º aniversário de sacerdócio do Pe. António Teixeira



Preparação da Noite de Fados

Discurso Pe. António na Noite de Fados

Gonçalo Castelo Branco

Teresa Rico


José da Câmara

Zé Mª Brás Monteiro









quarta-feira, julho 03, 2013

quarta-feira, junho 26, 2013

Avô Cantigas no Arraial do Centro

Foram dois dias de música, boa comida, jogos divertidos, bebidas variadas, atuações e danças para todos os gostos. A sexta-feira foi bem pontuada de gente que veio ver e rever o Avô Cantigas. Já o sábado foi mais virado para a dança com o Duo Musical ClafPalma. Tanto a 21 como a 22 de Junho, o vento também marcou presença, como já vem sendo habitual, mas nem por isso o público desmobilizou. Todos estes ingredientes foram bem temperados com o bom humor que caracteriza o Centro Comunitário da Paróquia de Caracavelos (CCPC).


Avô Cantigas

Avô Cantigas

Música Popular com o Grupo Sénior

Marcha de Carcavelos

Grupo de Dança "Nôs Tradision"

Apresentação de Ginástica Sénior

Apresentação de Guitarra

Apresentação ABC1

Apresentação ABC2

Grupo de Folclore do Espaço Sénior

Duo Musical CalfPalma

Mais fotos aqui