quinta-feira, outubro 03, 2013

Sempre “Porta Aberta”

Todos os anos, o cenário do Centro muda no verão e todos os anos funcionários, colabores, utentes veem os pequenos “pulos” das crianças
que por aqui passam. Vemo-las crescer. Desde pequeninos com os bonezinhos amarelos até ao honroso boné azul de “crescido”,
e finalmente a ultima etapa de monitor ou animador.



Fator “X”
Mas o que os faz vir anos a fio? Sem praia nem piscina, o que mantém estas crianças felizes entre estes muros cor-de-rosa do Centro Comunitário, todos os verões? O que os faz dizer aos pais, todos os anos sem hesitar, que querem ir para a Porta Aberta? O ÁGORA foi tentar saber qual é o fator “X” que a Porta Aberta oferece.

Rebeca Esberard está na Porta Aberta desde os 6 anos. Passou pelo boné amarelo, verde, vermelho e azul. Hoje é monitora e ainda usa um boné. Mas
o laranja, que já indica maturidade e responsabilidade. Diz que veio todos os anos porque gostava dos amigos que tinha cá e da amizade que tinha com certos monitores. “Sabia que os amigos que tinha feito no verão passado estavam cá no ano a seguir”, relembra.

“Todos de forma igual”
Filipa Rodrigues, também monitora, diz que gostou imenso quando participou na Porta Aberta e que tenta passar isso aos que estão cá agora. “O ambiente é fantástico, as pessoas dão-se muito bem e, acima de tudo, as crianças gostam”, afirma. E porquê? Filipa tem uma opinião muito vincada sobre isso: “Mesmo que existam diferenças sociais, nós aqui colocamos isso
tudo de parte e tratamos todos de forma igual. Não se notam diferenças e é um espírito que não existe em muitos sítios. Já passei por alguns ATL e não há mesmo como este. Aqui toda a gente fala com toda a gente. Isso ajuda os mais velhos e os mais novos no seu desenvolvimento pessoal. Nos outros sítios as idades são bem definidas e não se misturam”.

Filipa Rodrigues

Com 16 anos, Filipa começou cá nos “verdinhos” e foi até aos “azuis”. Interrompeu um ano e foi logo no ano a seguir monitora voluntária. Lembra-se que o tempo passava sem dar conta: “nós entrávamos cá de manhã e
quando dávamos por nós já estávamos a almoçar e depois era um saltinho até à tarde. Eu passava cá um mês e meio, dois meses e… passava sempre muito rápido”.

Uma verdadeira casa
Sara Silva não participou “como criança” mas está há 6 anos como monitora e há um ano como animadora. “Para mim o que me faz voltar são os miúdos”,
diz sem hesitar. E com a mesma determinação diz que o fator de diferenciação é um “ambiente familiar”. “Aqui eles não são números. Cada um é um e toda a gente se conhece. Voltam todos os anos e todos os anos vemos a sua evolução. Não é um daqueles sítios que ‘quanto mais melhor’. É um ambiente fechado, é um ambiente nosso”.

Sara Silva e Rebeca Esberard

Sara destaca também que acompanhar o crescimento das crianças “É fantástico”: “Este ano, pela primeira vez há miúdos que já são monitores e eu já os acompanhava desde os “verdes”. Olhar para eles e ver que chegaram ao ‘meu’ patamar é qualquer coisa… é muito giro. Faz-lhes bem.”

Quando lhe pedimos para caraterizar a Porta Aberta numa palavra, Sara tem sérias dúvidas: “Se fossem duas era uma ‘segunda casa’, sendo uma… é ‘casa’. Acaba por ser uma casa. Estamos aqui tanto tempo todos os dias, 5 dias por semana… é a casa deles. E nós somos a família”.

Regras e liberdade
Tiago Espírito Santo também já tem 10 anos de Porta Aberta. Tantos que nem se lembra se começou nos “amarelos” ou nos “verdes”. Já é monitor há
cinco anos e diz que o segredo está no ambiente: “criam-se amizades novas”. Mas diz que a principal diferença está na forma de estar dos monitores e crianças: “Acho que somos, de certa forma, liberais, mas temos as regras bem implementadas. As crianças sabem e cumprem as regras, mas podem brincar à vontade delas. Têm alguma independência e gostam disso”.

Tiago Espírito Santo

A independência é também um fator apontado por Natacha Oliveira, mãe do Vasco, um “amarelinho” da Porta Aberta. “Acho que eles estão muito à vontade e são livres de fazer as suas escolhas. Há uma grande variedade
de atividades que não são obrigatórias e, portanto eles podem optar”.

Desde o primeiro minuto na Porta Aberta, Natacha notou logo um entusiasmo diferente no filho: “Em casa, conta-me o dia com pormenores, ensina-me jogos novos, canções…”. A mãe tem uma teoria quanto
à razão de tanto entusiasmo: “acho que ele se vê num espaço que não é habitual e ele próprio fica contente de se saber desenvencilhar. E gosta
de criar novas amizades e de reparar que as consegue criar num espaço que lhe é estranho”.

Mas ainda atira outra possibilidade: “acho que o facto de os monitores serem jovens (ou pelo menos não serem todos só adultos como eles estão habituados na escola) faz com que as crianças os admirem e queiram um dia
estar no lugar deles”.

De “criança” a monitor
É o que acontece com o Tomás, a Ana Sofia e a Patrícia. Todos de boné azul, sabem que têm os dias contados como “criança” na Porta Aberta. Mas todos
querem voltar assim que puderem como monitores. Acima de tudo, consideram a Porta Aberta como bem mais do que um simples ATL: “É um sítio familiar, como se fosse uma segunda casa”, diz Patrícia.

Segunda casa ou não, Natacha Oliveira continua espantada pelo efeito que estas atividades têm no filho: “Ele fica viciado. Passou cá 4 semanas, e no último dia saiu estava triste sem que eu percebesse porquê. Até chorou! Então ainda houve possibilidade de ficar mais uma semana. Eu até queria que ele ficasse uns dias em casa a descansar, fora da rotina de acordar
cedo, mas isso pelos vistos não é problema para ele desde que seja para vir para aqui!”. 

Susana Teodoro

segunda-feira, setembro 30, 2013

segunda-feira, agosto 26, 2013

Precisamos de Material Escolar:

- Canetas de feltro
- Lápis de côr
- Compassos
- Estojos
- Mochilas
- Dossiês A4 lombada larga
- Cadernos de capa preta A4 e A5
- Colas baton e líquidas
- Dicionários de português com o novo acordo ortográ fico
- Resmas de papel
- Folhas pautadas para dossiê
- Papel de lustro

Ajude as nossas crianças a começarem o ano escolar com pé direito!

segunda-feira, agosto 12, 2013

Lisete Fradique: “Voluntariado é um exercício de Cidadania”

Um anjo da guarda. É assim que Joana se refere a Lisete, a voluntária do Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos que ficou de lhe levar o cabaz do banco alimentar de quinze em quinze dias, mas faz muito mais do que isso.

Joana e Lisete

Joana está reformada por invalidez há mais de cinco anos e desde então tem recebido ajuda do Centro Comunitário. Doente e com problemas de mobilidade, não consegue deslocar-se ao Centro para levantar o cabaz de
alimentos a que tem direito.

Lisete está reformada e decidiu dedicar algum do seu tempo ao voluntariado, não porque “precise”, mas porque sente que tem “obrigação”. “É um exercício de cidadania”. Enfermeira de formação, dedicou a vida a ensinar enfermagem e o Centro Comunitário viu nela a pessoa certa para acompanhar Joana.

Mas não o faz sozinha. Lisete é sempre, ou quase sempre, acompanhada pelo marido, Fernando Fradique que também abraçou este projeto de alma e coração.

Lisete e Fernando Fradique

A ideia era entregar-lhe o cabaz em casa, duas vezes por mês, mas na realidade faz muito mais: “Ajuda-me em tudo”, resume Joana. Lisete e o marido, Fernando José, levam Joana às consultas médicas, fazem recados quando ela lhes pede e fazem a leitura do contador de eletricidade (o que é difícil para Joana). Além disso, comprometeram-se a apoiar Joana financeiramente e todos os meses lhe pagam a água e a luz. Mas, acima de tudo, estão lá para ela. Visitam-na, telefonam, conversam.

“Não é estritamente de 15 em 15 dias trazer o cabaz e ‘adeus’. Há uma tentativa de estabelecer uma relação um pouco mais profunda”, admite a voluntária.

Na noite de Natal, por exemplo, Lisete e o marido não tinham consoada em família, por isso jantaram mais cedo, foram à paróquia e decidiram visitar Joana, que estava sozinha.

“Acho que ela gostou e eu fiquei muito contente, senti-me muito bem. Ficámos a conversar com ela, sem dramatismo nenhum, sem lamechice”, conta a voluntária.

Lisete, que diz que “nem merece o título de voluntária” porque o que faz “é pouquíssimo”, admite, no entanto que o seu contributo é positivo: “Eu penso que ela se sente apoiada, sabe que tem aqui uma âncora. (…) Dá-lhe imensa
segurança”.

“Apadrinhamento” de famílias
Lisete é uma de 33 voluntários que entregam cabazes ao domicílio e uma de quatro que aderiu ao programa de apadrinhamento do Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos.

O projeto surgiu no ano passado para responder às necessidades das pessoas com dificuldades de mobilidade, que precisavam que o cabaz lhes fosse entregue em casa.

Mas não só. “Tínhamos também muitos casos de pessoas que nunca tinham passado por esta situação [receber ajuda alimentar] e percebemos que se
sentiam muito constrangidas de vir aqui buscar o cabaz”, conta Marta Pereira, assistente social do Centro.

A entrega ao domicílio pareceu uma boa solução também para estes casos: “É diferente ir alguém ao prédio, que não vai identificado nem vai numa carrinha do Centro”, diz.

O padre António Teixeira, pároco de Carcavelos e presidente da direção do Centro, falou do projeto na missa e cerca de 40 pessoas responderam ao apelo.

Na primeira reunião, em maio, os responsáveis do Centro explicaram aos candidatos a voluntários o que se pretendia, que era apoiar as famílias, mas
também estabelecer uma ponte entre esta rede informal e a instituição.

“E foi aqui que algumas resultaram muito para além da entrega do cabaz. Foi-se estabelecendo uma relação”, sublinha Marta. Alguns voluntários acompanham as famílias se for preciso ir tratar alguma coisa a um serviço, a consultas.

Alguns têm competências específicas e dão explicações aos miúdos, exemplifica a assistente social, explicando que o Centro tenta aproveitar os recursos dos voluntários em função das necessidades específicas das famílias.

Logo em maio, as assistentes sociais aferiram a disponibilidade dos voluntários para um apadrinhamento regular em algumas despesas específicas, mas o projeto não avançou logo.

Ainda assim, alguns voluntários, quando se apercebiam de que o cabaz não estava tão recheado, compravam eles próprios o que faltava e alguns avançaram mesmo para o programa de apadrinhamento.

Neste momento, quatro dos 33 voluntários que fazem entregas de cabazes são já ‘padrinhos’ fixos e outros ajudam esporadicamente. Para Marta Pereira, este projeto está a revelar-se “uma mais-valia”. “Nos casos em que é meramente a entrega do cabaz, facilita muito. Nos outros, em que tem havido um acompanhamento extra, tem sido ótimo”.


Filipa Parreira
Voluntária

segunda-feira, agosto 05, 2013

Experimenta Mais - Voluntariado Jovem

30 jovens a pintar os muros do Centro Comunitário.







Mais fotos aqui.






quarta-feira, julho 10, 2013

Noite de Fados em Dia em Comunidade

7 de julho foi um dia em Comunidade. Paroquianos, Comunidade e Centro Comunitário juntaram-se em celebração: 22 anos de sacerdócio do Pe. António Teixeira seguido de um almoço convívio para angariação de fundos; às 16h acompanhou-se a tomada de posse do novo patriarca de Lisboa no Mosteiro dos Jerónimos e para encerrar este dia especial, uma noite de fados que contou com a presença de jovens fadistas e do já veterano José da Câmara.



Celebração Eucarística no 22º aniversário de sacerdócio do Pe. António Teixeira



Preparação da Noite de Fados

Discurso Pe. António na Noite de Fados

Gonçalo Castelo Branco

Teresa Rico


José da Câmara

Zé Mª Brás Monteiro









quarta-feira, julho 03, 2013

quarta-feira, junho 26, 2013

Avô Cantigas no Arraial do Centro

Foram dois dias de música, boa comida, jogos divertidos, bebidas variadas, atuações e danças para todos os gostos. A sexta-feira foi bem pontuada de gente que veio ver e rever o Avô Cantigas. Já o sábado foi mais virado para a dança com o Duo Musical ClafPalma. Tanto a 21 como a 22 de Junho, o vento também marcou presença, como já vem sendo habitual, mas nem por isso o público desmobilizou. Todos estes ingredientes foram bem temperados com o bom humor que caracteriza o Centro Comunitário da Paróquia de Caracavelos (CCPC).


Avô Cantigas

Avô Cantigas

Música Popular com o Grupo Sénior

Marcha de Carcavelos

Grupo de Dança "Nôs Tradision"

Apresentação de Ginástica Sénior

Apresentação de Guitarra

Apresentação ABC1

Apresentação ABC2

Grupo de Folclore do Espaço Sénior

Duo Musical CalfPalma

Mais fotos aqui





sexta-feira, maio 24, 2013

32º Aniversário do Centro

Foram cinco dias de festa para celebrar 32 anos de serviço à Comunidade.
Ficam as fotos para podermos partilhar estes momentos com todos!

Bolo de aniversário

Corte do bolo de aniversário


Peça de Teatro:  "Jubilecas vai à Escola"
(3ª feira 14 de maio às 18h)



Revista à portuguesa: "Adoramos estar na vossa companhia"
(4ª feira 15 de maio às 15h)

Missa Campal
(5ª feira 16 de maio às 19h - Dia do Aniversário do Centro)


Feira Intercultural
(6ª feira 17 de maio às 15h)


Marcha da Amizade
(sábado 18 de maio às 10h)

Muito Obrigada por terem celebrado connosco! Mais fotos aqui!

quinta-feira, maio 09, 2013

32º Aniversário do CCPC




3ª Feira 14 Maio
18h - Peça “Jubilecas vai à escola” (grupo de teatro da Casa Jubileu 2000)

4ª Feira 15 Maio
15h - Estreia da Revista “Adoramos Estar na Vossa Companhia” (grupo de Teatro Sénior)
18h - Inauguração da Loja Corações Cheios – CC Riviera
(no âmbito do projecto Stock Social)

5ª Feira 16 Maio - Dia do Aniversário do Centro
16h15- Atuação da Creche
19h - Missa Campal

6ª Feira 17 Maio 
15h – Feira Intercultural

Sábado 18 Maio 
10h – Marcha da Amizade - passeio por Carcavelos - concentração no CCPC