Ilda Gama e Fernando Silva. Fernando assume o papel do miúdo que pergunta aos avós como eram as brincadeiras e a vida de antigamente.
Aida Carvalho é dona de casa e canta a música final de Madalena Iglésias.
Coube ao Pe. Manuel Gonçalves o discurso de abertura, depois de uma breve apresentação do “Dança Pé”, um grupo de dança das crianças do ABC do Centro Comunitário.
Danny Silva foi o primeiro músico convidado, cantando algumas músicas típicas de Cabo Verde. Seguiram-se os fados de Deolinda Bernardo e finalmente o estilo inconfundível de Janita Salomé.
Dany Silva
Deolinda Bernardo
Janita Salomé
O nosso sincero agradecimento aos artistas e a todos os músicos, por terem proporcionado um espectáculo lindo. Agradecemos também a todas as pessoas presentes que desta forma contribuíram para a construção do novo edifício. Obrigado por nos terem ajudado a angariar 4.280€.


O José Henriques, com 12 anos, do grupo dos mais velhos (os beterrabas com chapéu vermelho escuro) conheceu o Gabriel (11 anos) num lance polémico no futebol. Na mesma situação conheceu a Sara Oliveira (12 anos), que marcou “um grande golo” nesse jogo. Fez também uma grande amizade com o Bernardo Andrade (8 anos), do grupo dos mais novos (os batatinhas, com chapéu azul claro) depois de perder alguns jogos de Ping-Pong e Matraquilhos. Entre os melhores amigos estão também os dois primos Pedros Águas e o Tomás Cardoso com 9 anos. “Gosto dos meus amigos porque são alegres, gostam quase todos de fazer o que eu gosto e quando preciso deles eles estão cá”, diz.
A Beatriz Santos (12 anos) e a Margarida Águas (11 anos) são as duas do grupo dos beterrabas e são melhores amigas na Porta Aberta. Já tinham estado as duas juntas nas actividades do ano passado, mas só este ano é que se conheceram melhor. “Nem nos lembrávamos uma da outra!”, admite a Beatriz. Este ano foi mesmo o facto de estarem no mesmo grupo que as fez aproximarem-se. “Isso e as pulseiras!”, diz. Beatriz e Margarida começaram uma espécie de negócio de pulseiras feitas com linha de tricotar. A Margarida ensinou à Beatriz como se faziam e depois os amigos começaram a pedir. Hoje as encomendas também são um factor de proximidade.
Margarida e Beatriz fazem tudo juntas mas também têm algumas amizades com meninas do grupo dos mais novos, os batatinhas. “Gostamos de as ajudar e às vezes explicamos como funcionam os jogos”, diz Margarida.
O Martim Moreira, de 12 anos, diz que os seus melhores amigos são o Tomás Cardoso (9 anos) e o João Rocha (8 anos). “conheci-os logo no primeiro dia. Fomos jogar futebol e ficámos na mesma equipa. Gostamos todos de jogar Ping-pong e fazemos grandes torneios”.
Tomás, Martim e João.
A Sara Oliveira (12 anos) também tem um grande grupo de amigos. Diz que é mais próxima da Beatriz Santos (12), do Bernardo Andrade (8 anos) e do Marcelo Gomes (12 anos). Conheceu a Beatriz através do basquetebol, o Bernardo a jogar Ping-pong e o Marcelo a fazer malabarismos.
No dia 26 de Junho as crianças que têm apoio escolar no Centro Comunitário fizeram um passeio de barco para celebrar o final do ano lectivo. o Apoio Escolar funciona todos os Sábados de manhã, durante os períodos escolares, e pretende ajudar as crianças que têm dificuldades em algumas matérias.
Os manos Duarte, Teresa e Dulce quiseram contar-nos como foi fazer um passeio de barco. Dezoito crianças e alguns voluntários e técnicos passaram a tarde de Sábado na baía de Cascais.
O barco saiu da marina de Cascais, não sem antes todos estarem devidamente preparados: “Bebemos iogurtes, tirámos uma fotografia e pusemos os coletes” (Duarte).
Antes do desembarque algumas recomendações: “quem habitualmente se sentisse mal devia sentar-se à frente no barco” (Dulce) e “todos os coletes tinham apitos para quem caísse ao mar poder avisar. Mas não se podia apitar dentro do barco!” (Duarte)
Para zarpar foram precisos seis voluntários: “tivemos de estar a puxar uns de cada lado para a vela ir para cima!” (Teresa).
O balanço final não deixa de ser muito positivo!
“Gostei de passear de barco e de ajudar a manobrar” – Teresa
“Gostei do passeio e da animação” – Dulce
“Gostei de andar de barco e de fazer as actividades” - Duarte
Hoje iniciaram-se as actividades de Verão para as crianças, entre os 6 e os 12 anos, no Centro.
Os 39 graus que se fizeram sentir neste primeiro dia foram compensados com muita água e sombras. Apesar do calor, o dia correu sem percalços, com actividades desportivas, jogos, cerâmica, filmes, matraquilhos e ping pong.
Para o Francisco, de 6 anos, foi a primeira vez na Porta Aberta. Pertence ao grupo dos mais novos, os “batatinhas”. Fez cerâmica, basquetebol, ping pong, e a sua actividade favorita do dia: futebol humano.
Amanhã esperam-nos novas actividades e divertimentos!
Assim sendo, o mais novos trouxeram a palco a história dos sete cabritinhos, a sua mãe, o lobo comilão e a raposa esperta.
No dia 28 de Junho os adultos prepararam uma história de crime e mistério, que se passava num comboio.
Em Setembro não se esqueça de se inscrever para os ateliês do Centro!
Visita guiada ao Vinho de Carcavelos
Registos do séc. XVIII referem a existência de 12 quintas nos limites de Carcavelos. Note-se que até 1895 esta freguesia inseria-se no Concelho de Oeiras. Era nessas quintas que se localizavam as vinhas.
A toponímia actual permite descobrir onde se localizavam muitas dessas quintas. Num passeio atento poderão ainda descobrir-se sinais indeléveis de algumas delas. É o caso das seguintes: Vela Vista, Lameiro, Rosas, Alagoa, Paulo Jorge e Barão.
Aspecto actual de locais onde existiam algumas quintas de Carcavelos
Na actualidade cultivam-se cerca de 20 ha de vinhas nas seguintes quintas:
- Samarra, Pesos e Ribeira em Caparide
- Sra do Mar e Qta do Marquês em Oeiras
Espera-se ainda que se plantem 4 ha na Qta. do Barão e se ampliem as vinhas na Qta. do Marquês
As adegas:
Dos tempos de Pombal resta uma sumptuosa adega, hoje desactivada. Igualmente desactivada se encontra a adega da Qta do Barão, onde se espera instalar o Museu do Vinho de Carcavelos, por intervenção do Município de Cascais.
Adegas do passado:
Adega da Qta do Marquês (séc. XVIII)
Adega da Qta do Barão – futuro Museu da Vinha e do Vinho de Carcavelos
Na actualidade laboram as adegas da Qta. da Ribeira e da Qta do Marquês. Esta última, resultou dum investimento do Município de Oeiras que permitiu a reabilitação dum imóvel do séc. XVIII e a aquisição da moderna tecnologia de que está equipada.
Aspectos da actual adega da Qta do Marquês
Os vinhos
Segundo os “Estatutos da Região Vitivinícola de Carcavelos” (DL 246/94) os vinhos licorosos DOC Carcavelos devem provir das seguintes castas:
a) Castas recomendadas num mínimo de 75 %:
i) Brancas: Galego Dourado, Boal Ratinho e Arinto
ii) Tintas: Periquita e Negra Mole
Castas autorizadas até ao máximo de 25%:
i) Brancas: Galego Rabo-de-Ovelha e Serra Nova
ii) Tintas: Trincadeira Preta
No passado muitas foram as marcas de Vinho de Carcavelos que obtiveram prémios e medalhas dentro e fora do país.
Algumas marcas de Vinho de Carcavelos já desaparecidas do mercado
Actualmente podem adquirir-se 5 marcas de vinho de Carcavelos indicando-se os locais de venda:
- Qta do Barão, na Garrafeira Nacional
- Qta da Ribeira e Qta dos Pesos, na adega local e em diversas casas de Carcavelos (Casa Favinha, Café Companhia, Papelaria e duas lojas no Centro Comercial)
- Qta de Cima Na Ex-Estação Agronómica Nacional
- Conde de Oeiras, no Posto de Turismo de Oeiras e na Loja do Município (Oeiras Parque).

Valentim Almeida e Fernando Catarino