quarta-feira, maio 30, 2012

Aulas de Informática

Esta semana fomos visitar um dos muitos ateliês que decorrem ao longo do ano no Centro Comunitário de Carcavelos, as aulas de Informática.

A formadora, Ana Filipa Gomes, fez-nos as honras da casa.









Estes ateliês têm vários módulos. Fomos acompanhar o de “Word”, que vai terminar em meados de Junho.

Nos dias de hoje o computador é uma ferramenta essencial e por isso são várias as pessoas que procuram estas formações e que as frequentam.









Em Junho começará o módulo de "Internet" e ainda vai a tempo de se inscrever.

Basta vir ao Centro!


Maria Rodrigues

(Voluntária)

quinta-feira, maio 24, 2012

Formação Modular de Serviço Doméstico

De 7 a 18 de Maio decorreu mais uma Formação Modular de Serviço Doméstico.
Esta formação destina-se a desempregados da nossa comunidade e tem como objectivo “tocar” nas várias áreas que compõem este tipo de Serviço; entre elas: competências interpessoais, culinária, etiqueta, lavandaria, cuidados com crianças, culinária e prestação de cuidados a idosos.

Fomos assistir a dois dos módulos: culinária e prestação de cuidados a idosos!

O módulo de Culinária foi dirigido pela nossa voluntária já conhecida Mariana Balsinha.
















Para além de ensinar algumas receitas, aprende-se também como fazer do pouco, muito. Ouvem-se histórias enriquecedoras, pois a componente humana promove um convívio de descontração e um ambiente familiar.
















Para a maior parte dos formandos este módulo foi de extrema importância e em todos transparece a vontade de querer aprender.

No mesmo dia em que assistimos ao módulo de culinária, fomos dar uma vista de olhos na formação de prestação de cuidados a idosos.

Esta formação foi assegurada pela Enfermeira Lisete Fradique.













Antes da prática, houve um enquadramento teórico acerca do que é o envelhecimento, de como devemos tratar os idosos e a forma como os devemos olhar!

Na parte prática foram várias as “técnicas” ensinadas e que estão espelhadas na nossa reportagem fotográfica:














Como fazer bem uma cama










Como mudar o idoso de posição



















Que tipo de almofadas devemos colocar.

Maria Rodrigues

(Voluntária)

quarta-feira, maio 02, 2012

Formação para Empregadas Domésticas



Esta formação surgiu da necessidade de aumentar competências e conhecimentos na área do Serviço Doméstico, para pessoas que já trabalham nesta área ou que pretendem iniciar esta atividade profissional. O Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos e o Centro Comunitário da Paróquia da Parede trabalham em freguesias vizinhas, com uma população semelhante, e reconheceram que esta era uma formação necessária para pessoas que já têm experiência na área mas que não têm quaisquer qualificações. É também uma forma de o Gabinete de Inserção Profissional (GIP) ser mais eficaz na ligação entre as pessoas que precisam de um empregada doméstica e as que trabalham ou querem trabalhar como tal.
A parceria entre os dois Centros vem também otimizar recursos e alargar esta formação a clientes da Parede e de Carcavelos, dando assim a possibilidade a mais pessoas de adquirirem estas competências.
Desta forma, os módulos de Higiene e Limpeza Habitacional, Cuidadores de Crianças, Higiene e Desinfeção Alimentar, Etiqueta, Lavandaria e Engomadoria, Prestação de Cuidados a Idosos e Competências Interpessoais, são ministrados no Centro Comunitário da Paróquia da Parede, por voluntários de ambas as instituições. O módulo de Culinária, que ocupa as manhãs, é o único a realizar-se no Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos.
Esta parceria permitiu também utilizar e rentabilizar materiais de formação de ambos os Centros, minimizando os custos que implicam as aulas.
O ÁGORA acompanhou o módulo de Culinária, com a formadora Mariana Balcinha, uma cozinheira com larga experiência e empresária na área da restauração durante 56 anos. As nossas formandas puderam ter formação prática na cozinha da Casa Jubileu 2000 (uma residencial para pessoas em situação de exclusão social), e durante uma semana foram as responsáveis pela confeção do almoço da residência.
O módulo de Culinária vai muito além do aprender receitas e dicas de cozinha. Como assinalou a Dona Mariana, (como é mais vulgarmente chamada) tem de se aprender a “trabalhar com o que se tem”. Até porque nas “casas das futuras patroas é isso que também vai acontecer”, destacou ainda. As refeições da casa têm de ser pensadas em função dos alimentos que a Casa Jubileu tem já disponíveis. E nisso a cozinheira de serviço tem já a experiência e a imaginação necessárias para esta “ginástica” culinária.
Carne de porco à alentejana, jardineira, arroz doce, doce da avó, sopa de hortaliças, feijoada de chocos… apenas alguns pratos que foram feitos pelas formandas, sempre orientadas pela Dona Mariana. Enquanto  preparam as refeições vão também ajudando noutras tarefas da cozinha: limpar bancadas, arrumar a loiça, pensar e preparar a refeição do dia seguinte…
É uma formação gratuita e realiza-se em horário intensivo durante cerca de duas semanas. As formandas podem ainda optar por realizar apenas um dos módulos acima indicados. Cada um terá duração e horários próprios. Se estiver interessada inscreva-se no Gabinete de Inserção Profissional (GIP) do Centro Comunitário de Carcavelos.
Importante: se quer colaborar com esta iniciativa, precisamos ainda de uma tábua de engomar com forro e de dois ferros. Se tem algum destes materiais e não precisa, poderá entregar no Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos. Obrigado!

sexta-feira, abril 27, 2012

Aulas de cidadania na Casa Jubileu



Aprender a ser cidadão. Parece simples… mas para pessoas numa situação fragilizada como as que estão na Casa Jubileu 2000, é uma mais-valia trazer a debate estas questões de cidadania. Foi isso que as voluntárias Manuela Carmona e Berta Figueiredo, professoras durante muitos anos, fizeram para os residentes.
Manuela Carmona começa a formação falando do património automóvel de Cristiano Ronaldo. Estranho? Talvez. E depois segue-se a pergunta: “Quem gostaria de estar nesta situação?” Vêem-se alguns braços no ar… Manuela responde: “Eu, como cidadã do mundo, teria vergonha de estar nesta situação”. E é este facto curioso que serve de primeiro passo para Manuela falar da má distribuição da riqueza mundial.
Daqui parte-se para outros assuntos demográficos a nível Mundial até se chegar finalmente à situação portuguesa. Fala-se da diminuição da natalidade, do envelhecimento da população, do aumento da imigração… até do Governo português e do estado frágil do nosso sistema de Segurança Social.
Mais ou menos informados, os interlocutores vão respondendo às perguntas das professoras. Mas o objetivo aqui é mais amplo: “pretendemos integrar e responsabilizar todos sobre o papel de cada um na sociedade atual: quais os seus direitos e os seus deveres”, afirma Manuela.
Berta Figueiredo destaca ainda a importância de todos os intervenientes serem “cidadãos mais conscientes e com um maior conhecimento da realidade a que pertencem” e considera que “a ignorância é inimiga da cidadania e da democracia” e que “ A informação é poder".
O público-alvo desta formação deixou as formadoras satisfeitas: “não é a primeira vez que estamos aqui e, já sabia que os residentes, embora sendo pessoas fragilizadas, são em alguns casos, pessoas cultas e interessadas em saber mais”, admitiu Berta.
Para Manuela o grupo pareceu-lhe bastante heterogéneo, havendo “desde os muito bem informados até àqueles alheios ao mundo que está à sua volta”. Manuela Carmona explicou a situação económica de Portugal. “Fiz o que pude para "puxar" por eles (…). Será que tomaram consciência da nossa situação económica e da responsabilidade que lhes é pedida? A avaliação o dirá... E a mudança de paradigma de vida também”, salienta a professora.
Berta ressalva ainda que “numa sociedade em crise torna-se urgente fomentar a Cooperação. Perante as dificuldades há que agir em prol de uma mudança para melhor”.
A intenção do Centro e das formadoras é que estas aulas continuem sem que haja grande espaçamento temporal entre elas. Como fez questão de focar Manuela: “É preciso dizer-lhes como disse Abraham Lincoln em carta dirigida ao professor do seu filho (e que lhes foi entregue) - «Professor, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais do que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos» ".

terça-feira, abril 24, 2012

Vidas com história


Já há algum tempo que Victor Coelho ouvia falar do Centro Comunitário e do que por cá se fazia, mas só há cerca de 8 meses, depois de muito incentivado pela mulher, decidiu vir pedir ajuda. Antes de tomar esse passo determinante, atravessava uma fase muito negativa na sua vida. Foi informado pelos seus médicos que tinha um cancro na bexiga, e na altura disseram-lhe que a doença já só lhe permitia ter mais 2 anos de vida. Perante esta notícia, toda a sua vida mudou. Apesar de uma tendência para o alcoolismo, conseguiu manter-se 20 anos sem beber. A notícia do problema de saúde levou-o de novo ao encontro dos maus hábitos: retomou a bebida, gastava dinheiro sem qualquer restrição, usava sem conta e medida o cartão de crédito, perdia dinheiro com o jogo… A agravar tudo isto as discussões com a mulher traziam um mau ambiente em casa. As dívidas cresciam e a situação descontrolou-se totalmente.Devido ao seu problema de saúde, foi submetido a duas cirurgias, fez quimioterapia e desde há 3 anos que a situação está controlada, continuando a manter as suas rotinas médicas.Foi com este panorama que se apresentou à Drª. Zulmira, a coordenadora  do Projecto Intervir, que prontamente lhe apresentou soluções. Encaminhou-o para a ABLA, para o Gabinete Dívida Zero, onde foi ajudado a fazer uma restruturação dos créditos. Entretanto a situação laboral da mulher também ajudou, visto que lhe foi proposta uma rescisão de contrato com indeminização, o que proporcionou a liquidação dos créditos e abrir uma conta no banco, para gerir ao longo do ano.Mais animado, e bastante motivado com a ligação que passou a ter com o Centro, foi com recurso à força e ao orgulho que, segundo afirma, o caracterizam, que conseguiu deixar de beber.Lentamente, tudo começou a voltar à normalidade. Passou a ter uma boa relação com a mulher, a quem muito admira e reconhece que sem ela, não estaria agora onde está. Para além disso, como o próprio afirma: “toda a bondade e boa vontade das pessoas que aqui trabalham e com ele convivem, transformou-o noutro ser”. Diz que agora também ele consegue ajudar os outros e compreender que tem que haver regras a cumprir na sociedade. “Tornei-me mais humano e responsável”, admite com orgulho.É devido a este conjunto de factores que muito gosta de passar o seu tempo no centro. Tornou-se voluntário e assistia diariamente “ao esforço que é feito para proporcionar algum bem-estar aqueles que pouco têm”. Criou nele próprio o desejo de cá trabalhar para provar a si mesmo que também consegue ajudar quem precisa. Depois de algum tempo como voluntário, o Centro propôs-lhe um estágio através do Programa “Vida Emprego”. Desde o início do ano que trabalha na manutenção do Centro. E pode assim contribuir diariamente para ajudar os outros, regressando todos os dias a casa com o sentimento de dever cumprido. “Sinto-me outro homem”, diz-nos sempre com agrado.